A Fábrica da Pólvora é um espaço onde é visível a ideia de presença das coisas que existem mas que sobretudo já existiram, deixando marcasde todo um processo funcional na produção da pólvora.
O projecto consiste numa obra visual dada pelo enquadramento da peça Performance Funcional na praça do Terreiro do Paço. É de longa duração e assenta sobretudo no percurso mecânico relativo há montagem e colocação desta no espaço. Representa uma performance funcional na forma como é apresentada onde a origem do percurso das acções performativas, são resultado da função adquirida para a ultima imagem que é dada pela disposição da peça. Este projecto é baseado na realidade quotidiana do objecto, na sua multiplicação e na sua colocação na rua, realizado pelo corpo que faz, atingindo o lugar expositivo e subsequente ás questionáveis condições estruturais da arte. Recorre á intervenção no sentido de se apropriar do espaço, sacralizando e referindo a sua pratica como um erro imagético que na sua absurdez eleva a paisagem a espaço artificial.